48 Horas de Luxo no Four Seasons Hotel Mexico City: Nossa Experiência Romântica Completa
A chegada que já valeu a viagem
O táxi deslizava pela Paseo de la Reforma quando, de repente, a fachada do Four Seasons Hotel Mexico City surgiu como um farol em meio ao caos organizado da avenida mais icônica da Cidade do México. Eram 15h30 de uma tarde ensolarada de sexta-feira, e o ar já carregava aquele cheiro característico da cidade – uma mistura de fumaça distante, flores de buganvílias e o leve aroma de tacos vendidos na esquina.
Meu companheiro apertou minha mão no banco de trás, e eu sorri, sentindo o cansaço do voo de São Paulo se dissipar. "Olha isso", disse ele, apontando para o pátio interno visível da entrada, com suas palmeiras altas e fontes murmurantes. Em segundos, o motorista parou, um porteiro uniformizado abriu a porta com um "bienvenidos", e o mundo lá fora ficou mudo. O lobby, com seus tetos altos, móveis de madeira polida e flores frescas em arranjos que pareciam saídos de um jardim particular, nos envolveu como um abraço quente.
No check-in, o recepcionista – um mexicano de sorriso genuíno e inglês fluente – nos entregou taças de espumante gelado enquanto processava a reserva. "Para celebrar a chegada de vocês ao nosso oásis", disse ele, e naquele momento soubemos que tínhamos acertado em cheio para essas 48 horas de luxo.
O quarto: onde o luxo vira intimidade
Subimos pelo elevador privativo até o oitavo andar, e a porta da suíte Deluxe se abriu para um espaço de 50m² que parecia maior pela luz natural filtrada pelas cortinas de linho. A cama king size, com lençóis de algodão egípcios 400 fios e travesseiros fofos que prometiam noites perfeitas, dominava o centro, virada para a janela com vista parcial da Reforma e do skyline da cidade.
O banheiro era um sonho à parte: mármore travertino italiano, banheira profunda o suficiente para dois, chuveiro de efeito chuva com jatos múltiplos e produtos Aesop que cheiravam a lavanda fresca e bergamota. Meu amor testou a torneira, e a água saiu na temperatura exata – como se o hotel soubesse que precisávamos relaxar. "Isso aqui é outro nível", murmurou ele, enquanto eu desempacotava o nécessaire.
Desfizemos as malas em menos de 10 minutos, graças aos armários espaçosos e iluminados, e logo estávamos no pátio interno do hotel, aquele jardim tropical com mesas de ferro forjado, espreguiçadeiras e uma piscina aquecida no rooftop que chamava para um mergulho ao pôr do sol. O ar ali era fresco, perfumado por jasmins e orquídeas, um contraste perfeito com a poluição sutil da avenida.
Dia 1: Check-in, pátio e o primeiro brinde romântico
Depois de 20 minutos no pátio – de mãos dadas, ouvindo o som da fonte e o canto distante de pássaros –, subimos para o rooftop pool. A piscina infinita, com água na temperatura perfeita (cerca de 28°C), oferecia vistas 360° da Reforma, do Ángel de la Independencia a poucos quarteirões e das montanhas distantes. Mergulhamos juntos, o sol batendo na pele, e por um instante esquecemos que estávamos no coração de uma metrópole de 22 milhões de habitantes.
Às 18h, trocamos para algo leve – eu um vestido solto branco, ele camisa social azul-claro – e descemos para o Zanaya, o restaurante do hotel que olha para o jardim. Pedimos o ceviche de peixe branco com limão mexicano e pimenta habanero (MXN 450, porção generosa para dois), seguido de tacos de lagosta grelhada (MXN 620). O vinho tinto mexicano da casa, um Valle de Guadalupe Cabernet Sauvignon 2023, custou MXN 1.200 a garrafa e casou perfeitamente. "Saúde às escapadas curtas que parecem eternas", brindamos, enquanto o garçom contava histórias do hotel.
A noite terminou com um passeio curto pela Reforma – 5 minutos a pé até o Ángel –, mas voltamos cedo para a suíte. Um banho na banheira dupla, com sais aromáticos do spa (disponíveis no quarto), e dormimos profundamente, com o ar-condicionado sussurrando e a cidade lá fora pulsando em ritmo próprio.
Dia 2: Manhã de spa e exploração prática da Reforma
Acordamos às 8h com o serviço de quarto batendo na porta: café da manhã completo na varanda (ovos mexidos com chorizo, frutas frescas mexicanas como mamey e guanábana, pães artesanais do Pan Dulce e café orgânico da Chiapas – total MXN 850 para dois). O sol entrava pela janela, iluminando o pátio lá embaixo, e planejamos o dia: luxo interno + passeios próximos para maximizar as horas.
Às 10h, o The Spa do hotel nos esperava com uma experiência de casal: massagem sueca de 80 minutos cada (MXN 3.200 o pacote), usando óleos essenciais de lavanda e eucalipto. As salas adjacentes tinham saunas secas e vapor, e saímos renovados, com a pele macia e o corpo leve. "Isso é o que faltava na nossa rotina em São Paulo", comentei, enquanto voltávamos para um mergulho rápido na piscina.
Saímos às 12h para um passeio prático: caminhada de 10 minutos até o Parque Chapultepec, onde o Castelo de Chapultepec (entrada MXN 95 por pessoa) nos recebeu com jardins românticos e vistas panorâmicas. Almoçamos no Mercado Roma, a 15 minutos de Uber (MXN 150 ida/volta), provando guacamole fresco e margaritas artesanais (MXN 400 total). Voltamos ao hotel às 15h para descansar no quarto, evitando o pico de trânsito.
Tarde livre e jantar no Fifty Mils
A tarde foi pura praticidade de luxo: cochilo na suíte, chá da tarde no lobby (chás mexicanos com doces tradicionais, MXN 550) e um momento no pátio lendo, de mãos entrelaçadas. Às 19h, subimos ao Fifty Mils, o bar rooftop do hotel, para coquetéis ao pôr do sol – um mezcal old fashioned para ele (MXN 280) e um paloma com hibisco para mim (MXN 250). A vista da Reforma iluminada era mágica, com o Ángel brilhando a distância.
Jantamos no Il Becco, o italiano fino do hotel: risotto de trufas negras (MXN 780) e filé mignon com molho de vinho tinto (MXN 1.100 cada), regado a um Brunello di Montalcino importado (MXN 2.500). Conversamos sobre voltar, sobre como o hotel transformou 48 horas em uma memória eterna.
Reflexões: o que aprendemos em 48 horas
Essa escapada no Four Seasons nos mostrou que luxo não é só ostentação, mas praticidade inteligente: quartos espaçosos para desconectar, spa para recarregar, localização que permite ver o essencial sem correria. Para casais brasileiros como nós, de 30-45 anos e alto orçamento, é o equilíbrio perfeito – romance sem esforço, Cidade do México sem estresse.
Fizemos errado? Talvez não ter reservado o temazcal para dois no spa, ou estender para 3 noites. Recomendamos para quem quer qualidade sem sacrificar tempo: priorizem hotéis como esse, usem transfers do hotel (MXN 800 do aeroporto) e foquem em 2-3 experiências icônicas.
Fechamento circular: a despedida
Na manhã do terceiro dia, enquanto o táxi se afastava pela mesma Paseo de la Reforma, olhei para trás e vi o pátio do Four Seasons encolhendo no retrovisor. O mesmo cheiro de buganvílias nos acompanhava, mas agora com um toque de saudade. Em 48 horas, transformamos uma parada rápida em um capítulo inesquecível da nossa história a dois.