Por que uma arara-azul resgatada do tráfico me fez repensar tudo sobre viagens em casal
O Momento Que Mudou Tudo
O sol da manhã filtrava entre as copas da Mata Atlântica quando senti as lágrimas começarem. Não era o tipo de choro que você planeja ou consegue controlar. Era aquele nó na garganta que surge do nada, quando algo toca um lugar que você nem sabia que existia.
Eu estava parada dentro do viveiro de imersão, com araras voando a centímetros da minha cabeça, quando uma arara-azul — uma das últimas 6.500 que ainda existem no mundo — pousou no galho à minha frente e me olhou nos olhos. Não foi um olhar qualquer. Foi aquele tipo de olhar que atravessa, que pergunta sem palavras: "Você me vê? Você realmente me vê?"
Meu companheiro segurou minha mão e sussurrou: "Você está bem?"
Eu não estava. E ao mesmo tempo, estava melhor do que há muito tempo.
Esta é a história que ninguém conta sobre o Parque das Aves em Foz do Iguaçu. Não é sobre os 16,5 hectares de floresta preservada, nem sobre as 1.320 aves de 143 espécies diferentes que vivem ali. É sobre o que acontece quando você para de ser turista e se permite ser humano.
RESERVE SUA VISITA AO PARQUE DAS AVES NO TRIPADVISOR — Avaliação 4.6/5 com mais de 28.000 comentários
Por Que Quase Não Fomos
Vou ser honesta: o Parque das Aves não estava nos nossos planos. Quando decidimos passar dois dias em Foz do Iguaçu, meu companheiro e eu tínhamos aquela lista mental típica — as Cataratas do Iguaçu (óbvio), a Usina de Itaipu (porque engenharia é impressionante), talvez o Marco das Três Fronteiras se sobrasse tempo.
Um santuário de pássaros? Parecia... dispensável. "Tipo um zoológico menor", pensei. Que erro brutal.
Foi a recepcionista do hotel quem plantou a semente. Enquanto confirmava nossa reserva, ela desenhou um pequeno mapa no verso de um cartão: "Vocês vão às Cataratas amanhã de manhã? Então atravessem a rua e vão ao Parque das Aves logo depois. Não é opcional. É essencial.""Mas a gente não curte muito zoológico", eu disse, tentando ser educada.
Ela sorriu daquele jeito que brasileiros sorriem quando sabem algo que você ainda não sabe: "Isso não é um zoológico. Vocês vão entender."
Chegamos ao Parque das Aves às 9h15 de uma sexta-feira de janeiro, com o sol já nascendo forte sobre Foz do Iguaçu. O calor úmido da Mata Atlântica nos envolveu assim que passamos pela entrada — aquele tipo de calor que gruda na pele e mistura suor com orvalho das árvores.
O ingresso custou R$ 80 por pessoa, o que francamente me fez hesitar por dois segundos. Mas quando atravessamos o portal de entrada e a trilha sombreada se abriu à nossa frente, entendi que não era um "passeio de turista". Era outra coisa.
A primeira coisa que você percebe não são as aves. É o silêncio. Não aquele silêncio morto de lugares artificiais, mas um silêncio vivo, pontuado por cantos de pássaros que você nunca ouviu antes, pelo farfalhar de folhas, pelo som distante de água correndo.
"Parece que entramos em Jurassic Park", meu companheiro murmurou. E ele não estava totalmente errado.
Quando Você Percebe Que Eles Não Estão Enjaulados — Você Está
O primeiro viveiro de imersão nos pegou de surpresa. Não é que você entra para "ver" os pássaros. Você entra no mundo deles.
A porta se fecha atrás de você — um sistema de segurança para que nenhuma ave escape — e de repente você está dentro. Dentro da floresta deles. Dentro da vida deles. E a sensação é perturbadora e linda ao mesmo tempo: os humanos é que estão "enjaulados" para visitação controlada. As aves estão livres.Um tucano-toco — aquele bico laranja impossível que parece Photoshop — desceu de um galho a poucos centímetros do meu rosto. Tão perto que eu podia ver cada detalhe da íris vermelha, as penas pretas brilhando com o reflexo do sol filtrado.
"Ele está te avaliando", disse uma monitora que apareceu ao nosso lado. "Os tucanos são curiosos. Ele quer saber se você é interessante."
"E sou?", perguntei, meio rindo, meio nervosa.
"Ainda não decidiu."
Ficamos ali parados, os três — eu, meu companheiro, e o tucano — nesse triângulo silencioso de julgamento mútuo. Até que o tucano, aparentemente satisfeito (ou desinteressado), abriu as asas e voou para outro galho, seu bico cortando o ar com um som que eu nunca soube que bicos faziam.
"Uau", foi tudo que consegui dizer.
"É só o começo", avisou a monitora.
COMPRE SEU INGRESSO COM DESCONTO NO TRIPADVISOR — Reserve online e evite filas
As Histórias Que Eles Não Contam nos Folhetos
Continuamos pela trilha sombreada, parando a cada bebedouro (dica: leve uma garrafinha reutilizável, há bebedouros com água gelada por todo o parque). Foi no terceiro viveiro que conhecemos Marina, uma bióloga que trabalha no setor de conservação.
"Vocês sabem por que a maioria dessas aves está aqui?", ela perguntou, apontando para um grupo de araras-canindé que brincavam em uma estrutura de troncos.
Fizemos que não com a cabeça.
"Mais de 50% delas foram resgatadas do tráfico de animais ou de situações de maus-tratos", ela explicou, a voz ficando mais grave. "Aquela arara ali, a com a asa esquerda meio torta? Passou 15 anos presa em uma gaiola tão pequena que seus ossos se deformaram. Ela nunca mais vai poder voar direito. Mas pelo menos aqui, ela tem espaço, tratamento, dignidade."
Senti o estômago revirar.
Marina continuou: "Este não é um zoológico. É um lar permanente para aves que não têm mais condições de sobreviver na natureza. Nossa missão não é exibir animais — é salvar espécies em risco da Mata Atlântica e sensibilizar pessoas".
Foi nesse momento que o Parque das Aves deixou de ser um "passeio" e se tornou outra coisa. Algo mais importante.
O Viveiro Cecropia: Onde Periquitos Comem na Sua Mão
Se você visitar o Parque das Aves, não pule o Viveiro Cecropia. De terça a domingo, entre 9h30-12h e 13h30-16h30, acontece algo que parece mágica: você pode alimentar periquitos diretamente na sua mão.
Quando entramos no viveiro, havia pelo menos 30 periquitos — aquelas explosões verdes e amarelas de energia pura — voando em círculos, pousando em galhos, bicando frutas. Uma funcionária nos entregou pequenos potes com sementes.
"Fiquem parados e estiquem a mão. Eles vêm até vocês."
Duvidei. Mas não deu 10 segundos. O primeiro periquito pousou no meu pulso — leve, quase sem peso, as garrinhas segurando com uma delicadeza surpreendente. Ele inclinou a cabecinha, me olhou com aqueles olhinhos redondos e pretos, e começou a bicar as sementes na minha palma.
A sensação é impossível de descrever. O coração acelera. Você prende a respiração. É íntimo de uma forma estranha — um animal selvagem confiando em você por dois segundos.
Meu companheiro, normalmente cético com experiências "fofas", ficou com cinco periquitos ao mesmo tempo — dois nos ombros, um na cabeça, dois nos braços. Ele estava rindo feito criança.
"Tira foto! Tira foto rápido antes que eles saiam!"
Tirei. E aquela foto — ele coberto de periquitos, sorrindo daquele jeito genuíno e bobo — é a foto favorita da nossa viagem inteira.
Quando a Arara-Azul Me Fez Chorar
Foi no viveiro seguinte que aconteceu o momento que abriu este artigo.
O Viveiro das Araras é o maior do parque — uma estrutura imensa onde araras-canindé, araras-vermelhas e a raríssima arara-azul-de-lear voam livremente entre as árvores. São aves enormes, com envergaduras de mais de um metro, e quando elas voam, você sente o deslocamento do ar.
Eu estava parada perto de uma árvore quando ela pousou. A arara-azul. Aquele azul cobalto impossível, quase irreal. O bico curvo, negro, poderoso o suficiente para quebrar castanhas de coco.Ela me olhou.
E eu não sei explicar o que aconteceu. Talvez tenha sido o acúmulo das histórias que ouvimos — sobre resgate, sobre extinção, sobre espécies lutando para sobreviver em um mundo que as trata como mercadoria. Talvez tenha sido a exaustão emocional de dois anos difíceis (2024 não foi fácil para nós). Talvez tenha sido simplesmente a beleza crua daquele animal, tão perfeitamente desenhado pela evolução, me olhando como se dissesse: "Eu ainda estou aqui. Nós ainda estamos aqui."
As lágrimas vieram. E não pararam por um bom tempo.
Meu companheiro me abraçou. Não disse nada. Só ficou ali, enquanto eu chorava abraçada nele, com araras voando sobre nossas cabeças e o som da mata ao redor.
Quando finalmente consegui falar, disse: "Eu não sabia que precisava disso."
"Eu também não", ele respondeu.
O Que Eles Não Te Dizem Sobre Viagens em CasalAqui vai uma verdade que ninguém admite: viajar em casal pode ser estressante. Há expectativas, logística, cansaço, decisões sobre onde comer, discussões bobas sobre qual caminho tomar. E muitas vezes você volta de uma viagem mais cansado do que quando partiu.
Mas o Parque das Aves fez algo inesperado: nos tirou da "lista de afazeres turísticos" e nos colocou no presente. Por 2 horas e 40 minutos (sim, ficamos quase 3 horas lá, quando o recomendado é 1h30-3h), não pensamos em qual restaurante jantar ou se deveríamos ir ao Marco das Três Fronteiras no dia seguinte.
Apenas observamos. Ouvimos. Sentimos.
Houve um momento no borboletário (sim, eles também têm um borboletário delicado e lindo) em que estávamos sentados em um banco de madeira, vendo borboletas-morfo-azul pousarem em flores. Não estávamos tirando fotos. Não estávamos "produzindo conteúdo". Apenas existindo juntos.
"Obrigado por termos vindo", ele disse.
"Obrigado por estar aqui comigo", respondi.
E percebi que era isso. A viagem não era sobre ver coisas. Era sobre estar com alguém enquanto vê coisas.
PLANEJE SUA VISITA AO PARQUE DAS AVES — Localização estratégica em frente às Cataratas
Dicas Práticas (Que Eu Queria Ter Sabido Antes)
Agora vamos à parte objetiva, porque storytelling é lindo, mas informação prática salva viagens:
Horário de Funcionamento
Segunda a domingo: 8h30 às 16h30
Última entrada: 16h30, mas você pode ficar até 18h
Vá de manhã cedo (antes das 10h) para evitar calor extremo e multidões
Ingressos e Preços
Adultos: R$ 80,00
Crianças até 8 anos: gratuito
Estudantes (9-16 anos): R$ 35 com RG
Estudantes (acima de 16 anos): R$ 35 com RG + carteira de estudante válida
Compre online com antecedência no site ou TripAdvisor para evitar filas e garantir horário
Estacionamento
Disponível no local: R$ 40
Dica de visitante: "Chegue antes das 11h, depois disso não tem mais vaga"
Alimentação
Restaurante na entrada: R$ 50 por pessoa (preço razoável para Foz)
Lanchonete no meio da trilha
Bebedouros gratuitos com água gelada espalhados pelo parque
IMPORTANTE: Os preços no Parque das Cataratas (em frente) são 2-3x mais caros. Coma no Parque das Aves!
O Que Levar
Garrafa reutilizável (para usar nos bebedouros)
Protetor solar
Repelente
Câmera ou celular com bateria cheia
Roupa leve e confortável
Tênis ou sandálias de trilha (você vai caminhar bastante)
Combo Estratégico
"Faça primeiro as Cataratas de manhã cedo (entrada 9h10), depois atravesse a rua e vá ao Parque das Aves por volta das 15h". Ambos ficam na mesma avenida, a poucos metros de distância.
O Restaurante Sabores da Floresta: Onde Almoçamos
Depois de quase 3 horas caminhando entre viveiros, estávamos exaustos e com fome. O Restaurante Sabores da Floresta, localizado na entrada do parque, acabou sendo uma surpresa muito agradável.
Pedimos dois pratos: um de peixe grelhado com arroz de açafrão e legumes da Mata Atlântica, e outro de frango ao molho de maracujá com purê de mandioca. Total: R$ 98 para duas pessoas — honestamente justo considerando a qualidade.Mas o melhor foram os sucos. Eles têm sucos naturais de frutas da Mata Atlântica — experimentamos araçá e cambuci, frutas que eu nunca tinha provado. O sabor é ácido, refrescante, diferente de tudo.
"Este suco é feito com frutas que muita gente nunca viu", explicou o garçom. "A maioria das pessoas nem sabe que existem. É parte da nossa missão de conservação — mostrar que a Mata Atlântica não é só bonita, ela é saborosa."
Comemos devagar, sem pressa, vendo outros visitantes chegarem e saírem. O restaurante tem paredes de vidro que dão para a floresta, então você continua imerso na natureza mesmo enquanto come.
CONFIRA AS OPÇÕES DE RESTAURANTES NO PARQUE — Preços acessíveis e ingredientes locais
A Verdade Sobre os Flamingos (E Os Espelhos)
Tem uma polêmica pequena mas curiosa no Parque das Aves: o recinto dos flamingos.
Se você ler algumas avaliações no TripAdvisor, vai encontrar críticas sobre o "uso excessivo de espelhos" no ambiente dos flamingos. E é verdade — há espelhos instalados ao redor do recinto.
Mas há uma razão científica para isso."Flamingos são aves extremamente sociais", explicou um dos biólogos. "Eles precisam sentir que estão em um bando grande para se reproduzirem. Os espelhos criam a ilusão de que há mais flamingos no ambiente, o que os deixa mais confortáveis e aumenta as chances de reprodução."
Faz sentido? Sim. Parece um pouco artificial? Também sim.
É um lembrete de que conservação não é sempre "bonito" ou "instagramável". Às vezes é científico, pragmático, feito para funcionar em vez de impressionar.
O Que Aprendi Sobre Conservação (Sem Querer)
Uma das coisas mais impactantes sobre o Parque das Aves é que você aprende sem perceber que está aprendendo. Não há placas didáticas chatas ou palestras obrigatórias. A informação chega através das histórias, das conversas com os monitores, dos detalhes que você observa.
Aprendi que:
A Mata Atlântica perdeu 93% de sua área original. O que vemos no parque é um dos últimos fragmentos preservados.
Mais de 50% das aves no Parque foram resgatadas de tráfico ou maus-tratos. Elas não estão ali para "entretenimento", mas porque não têm mais para onde ir.
O Parque das Aves é uma instituição privada que não recebe doações ou incentivos governamentais. Todo o trabalho é financiado pelos ingressos, restaurante e loja. Quando você visita, está diretamente ajudando a conservação.
Algumas espécies estão extintas na natureza e só existem em lugares como este. Se algo acontecer com o parque, algumas aves simplesmente deixarão de existir.
Essa última parte me pegou. É uma responsabilidade absurda. E é um privilégio estar lá, contribuindo mesmo que minimamente.
Por Que Algumas Pessoas Não Gostam (E Está Tudo Bem)
Transparência total: nem todo mundo ama o Parque das Aves. Li avaliações 3 estrelas no TripAdvisor de visitantes que acharam "pequeno demais", "poucas aves", "caro para o que oferece".
E entendo. Se você vai com a expectativa de um "zoológico gigante" com centenas de espécies exóticas, vai se decepcionar. O Parque das Aves é focado, específico, com propósito claro: conservação de aves da Mata Atlântica em risco.
Uma visitante escreveu: "Esperava mais aves. Na parte do borboletário só vi 2 espécies. Em uma próxima viagem não voltaria".
Respeito totalmente. Mas para mim, a "quantidade" não era o ponto. Era a qualidade da experiência, a profundidade da conexão, a história por trás de cada animal.
Se você é o tipo de pessoa que valoriza storytelling, conservação, experiências imersivas e está disposto a desacelerar, você vai amar. Se você quer "ver o máximo possível no menor tempo", talvez não seja para você.
E está tudo bem. Nem toda experiência é para todo mundo.
A Loja de Souvenirs Que Vale a Pena
Normalmente eu pulo lojas de souvenirs. São sempre as mesmas canecas genéricas, camisetas mal feitas, imãs de geladeira sem graça.
Mas a loja do Parque das Aves é diferente.
Eles vendem pelúcias artesanais de aves brasileiras — tucanos, araras, papagaios — feitas com detalhes incríveis. Compramos um tucano de pelúcia por R$ 65 que é tão bem-feito que parece que vai ganhar vida.
Também há livros sobre Mata Atlântica, joias inspiradas em penas, camisetas de algodão orgânico com designs lindos. Tudo feito por artistas e artesãos locais.
E o melhor: toda a renda da loja vai para os projetos de conservação. Então quando você compra aquele chaveirinho bonitinho, está literalmente ajudando a salvar espécies.
Gastamos R$ 130 na loja. E não me arrependo nem um pouco.
O Segundo Dia: Quando Voltamos (Sem Planejar)
Aqui vai o plot twist desta história: nós voltamos no dia seguinte.
Não estava nos planos. Tínhamos "riscado" o Parque das Aves da lista. Missão cumprida. Próxima atração.
Mas na manhã do segundo dia, acordamos e meu companheiro disse: "Sabe o que eu queria fazer hoje? Voltar ao parque. Só sentar lá. Sem pressa."
E foi exatamente o que fizemos.
Compramos os ingressos novamente (sim, pagamos R$ 160 no total pelos dois dias) e passamos a manhã simplesmente... estando lá. Sentamos no banco perto do viveiro dos tucanos por 40 minutos. Observamos. Conversamos baixinho. Tiramos fotos que nunca vamos postar.
Foi uma das manhãs mais bonitas da minha vida.
RESERVE SUA EXPERIÊNCIA NO PARQUE DAS AVES — Mais de 28.000 avaliações positivasComo Chegar (De Todas as Formas Possíveis)
De Carro
O Parque das Aves fica na Rodovia das Cataratas (BR-469), km 17,1. É literalmente em frente à entrada do Parque Nacional do Iguaçu (onde ficam as Cataratas). Impossível errar.
Estacionamento no local: R$ 40
GPS: "Parque das Aves, Foz do Iguaçu"
De Uber/Taxi
De qualquer hotel no centro de Foz, o Uber custa entre R$ 35-50. Peça para o motorista te deixar na entrada principal do Parque das Aves (não na entrada das Cataratas, são portas diferentes).
A Pé (Das Cataratas)
Se você está visitando as Cataratas primeiro, basta atravessar a Avenida das Cataratas. São literalmente 200 metros caminhando. Muitos visitantes fazem o "combo" no mesmo dia.
De Ônibus Turístico
Várias agências de turismo em Foz oferecem pacotes que incluem transporte para o Parque das Aves + Cataratas. Preços variam de R$ 137 a R$ 978 dependendo do que está incluso.
Tours e Experiências Especiais
O Parque das Aves oferece vários tipos de experiências além da visita básica:
Ingresso Básico + Tour Guiado
Preço: a partir de R$ 415
Duração: 4h
Inclui: transporte + guia + entrada
Ideal para: quem quer entender a fundo o trabalho de conservação
Combo Cataratas + Parque das Aves
Preço: a partir de R$ 978
Duração: 9h
Inclui: transporte + ambos os parques + almoço
Ideal para: quem tem apenas 1 dia em Foz
Experiência VIP (Usina de Itaipu + Parque + Cataratas)
Preço: a partir de R$ 683
Duração: dia inteiro
Ideal para: famílias ou grupos que querem ver tudo
Honestamente? Se você tem tempo, vá por conta própria. Compre o ingresso online (mais barato) e explore no seu ritmo. Tours guiados são ótimos para informação, mas tiram um pouco da magia de descobrir no seu tempo.
Perguntas Que Outras Pessoas Fizeram (E As Respostas)
Aqui estão perguntas reais de visitantes no TripAdvisor:
"Quanto tempo leva para conhecer o parque?"
Resposta oficial: 1h30 a 3h. Resposta real: depende do seu ritmo. Nós ficamos quase 3h. Conheci gente que ficou 5h.
"Crianças de até 8 anos pagam?"
Não, entrada gratuita.
"Tem cadeira de rodas disponível?"
Sim, é só pedir na bilheteria.
"O parque abre no Natal e Ano Novo?"
Sim, funciona todos os dias, inclusive feriados.
"É possível comprar ingresso na hora?"
Sim, mas há risco de não conseguir o horário desejado. Melhor comprar online.
"Tem bebedouro de água?"
Sim, vários, com água gelada. Leve sua garrafinha.
O Momento em Que Percebi Que Tinha Mudado
No nosso último dia em Foz, antes de ir ao aeroporto, paramos em uma lanchonete próxima ao hotel. Havia um homem vendendo papagaios em gaiolas pequenas na calçada.
Antes do Parque das Aves, eu provavelmente teria passado reto, no máximo pensando "que triste" por dois segundos antes de esquecer.
Mas dessa vez, parei. Olhei para os pássaros — olhinhos assustados, penas sujas, gaiolas tão pequenas que eles mal conseguiam abrir as asas.
"Quanto você quer pelos pássaros?", perguntei.
O homem disse um preço. Paguei. Libertei os três papagaios ali mesmo, na pracinha ao lado.
Eles voaram hesitantes no começo, como se não acreditassem que era real. Depois ganharam altitude e desapareceram na direção da mata.
Sei que provavelmente eles não vão sobreviver muito tempo — foram criados em cativeiro, não sabem caçar, não conhecem predadores. Mas pelo menos tiveram alguns dias de liberdade. E eu precisava fazer algo.
Meu companheiro não disse nada. Só segurou minha mão.
APOIE O TRABALHO DE CONSERVAÇÃO DO PARQUE DAS AVES — Cada visita ajuda a salvar espécies
O Que Eu Diria Para Mim Mesma Antes da Viagem
Se eu pudesse voltar no tempo e falar comigo mesma uma semana antes de ir a Foz, diria:
"Vai ao Parque das Aves. Eu sei que parece 'só mais uma atração turística'. Eu sei que você está cansada de listas intermináveis de lugares para visitar. Eu sei que você acha que não é 'o seu tipo de coisa'.
Mas vai. E vai sem expectativas. Vai disposta a sentir, não só a ver.
Porque o Parque das Aves não é sobre pássaros. É sobre o que acontece quando você para de consumir experiências e começa a vivê-las. É sobre lembrar que você faz parte de algo maior. É sobre reconectar — com a natureza, com seu companheiro, com você mesma.
E talvez, só talvez, você chore. E está tudo bem."
Informações Finais Para Sua Visita
Parque das Aves — Foz do Iguaçu, PR
Endereço: Rodovia das Cataratas, Km 17.1, Foz do Iguaçu - PR
Horário: Segunda a domingo, 8h30-16h30
Ingresso: R$ 80 (adultos) | Gratuito até 8 anos
Reserva online: TripAdvisor ou site oficial
Estacionamento: R$ 40
Restaurante: Disponível (R$ 50/pessoa)
Acessibilidade: Cadeiras de rodas disponíveis
Fotos: Permitidas e incentivadas
Dicas de ouro:
Chegue antes das 10h (menos calor, menos gente)
Leve garrafa de água reutilizável
Use repelente
Reserve 2-3 horas para a visita
Combine com as Cataratas no mesmo dia (ficam em frente)
RESERVE AGORA SUA VISITA NO TRIPADVISOR
Avaliação: 4.6/5 | 28.083 avaliações | Travellers' Choice 2025
Epílogo: O Que Ficou
Já se passaram alguns meses desde nossa viagem a Foz do Iguaçu. As fotos estão organizadas em um álbum digital. As lembranças da Usina de Itaipu já começaram a desbotar. Até as Cataratas — aquela maravilha natural impressionante — viraram uma memória linda mas distante.
Mas o Parque das Aves? Esse ficou.
Ficou na forma da pelúcia de tucano que está na nossa estante. Ficou na forma de uma preocupação nova com conservação que não tínhamos antes. Ficou na forma de conversas sobre "lembra daquele viveiro?" que surgem do nada.
E ficou na forma de uma pergunta que agora faço toda vez que planejo uma viagem: "O que eu vou sentir lá? Não o que vou ver. O que vou sentir?"
Porque no final, não é sobre quantas atrações você visitou ou quantas fotos você tirou.
É sobre quantas vezes você conseguiu parar, respirar e realmente estar presente.
E se uma arara-azul resgatada do tráfico conseguiu me ensinar isso — em meio a 16,5 hectares de Mata Atlântica preservada, com o amor da minha vida ao meu lado — então valeu cada centavo, cada minuto, cada lágrima.
Vá ao Parque das Aves.
Não porque eu disse. Mas porque você merece esse tipo de surpresa.
COMECE SUA JORNADA NO PARQUE DAS AVES
A experiência que você não sabia que precisava